A estratégia de Lindbergh Farias é justamente colocar em dúvida a credibilidade de Lopes. Segundo Lindbergh, ele já teria protagonizado outros episódios considerados “factoides”, entre eles uma tentativa de vinculá-lo a Adélio Bispo, autor do atentado contra Jair Bolsonaro em 2018.
Na reclamação ao STF, a defesa afirma que as declarações contra Lindbergh foram produzidas sem que ele tivesse sido intimado, ouvido ou informado sobre a investigação.
O deputado pede a suspensão imediata do procedimento, a inutilização das provas produzidas e o envio do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar eventual pagamento ou promessa de recompensa e possíveis crimes relacionados às declarações de Lopes.
A defesa também classifica a atuação da Polícia Legislativa como uma “funcionalização” da estrutura da Câmara e fala em “fraude” e “picaretagem”.
O procedimento tem como uma das bases o depoimento de Luiz Antônio Lopes, que acusou Lindbergh de participar de uma suposta articulação para fabricar acusações contra Alfredo Gaspar. O petista nega as declarações e afirma que Lopes é seu desafeto político e já teria apresentado outras versões inverídicas envolvendo seu nome.
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