quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Polícia encontra cães mortos dentro de freezer em abrigo de Campinas

Cinco filhotes estavam congelados ao lado de porções de carne moída; local, fundado pelo deputado estadual Feliciano Filho (PEN), não tinha proteção contra chuva e frio para animais, diz delegada
CAMPINAS - A Polícia Civil de Campinas investiga supostos maus-tratos e crime ambiental em um abrigo da União Protetora dos Animais (UPA) localizado na cidade. Nessa quarta-feira, 14, foram encontrados 44 cães em situação precária e cinco filhotes mortos dentro de um freezer, onde também era guardada carne moída.A entidade foi fundada pelo deputado estadual Feliciano Filho (PEN), que usa seu trabalho de defesa de animais como principal bandeira nas eleições.
A delegada Rosana Mortari, da Delegacia de Proteção aos Animais de Campinas, disse que encontrou os cães em um ambiente sem cobertura, expostos à chuva e ao frio, sem isolamento término no chão. Dos 44 animais, 10 estavam doentes em situação grave.
Segundo ela, a ração era guardada em uma caixa d'água, com indício de presença de ratos. Foram encontrados também remédios vencidos e constatado despejo de dejetos diretamente em um córrego, além dos animais mortos por doença contagiosa em um refrigerador que armazenava carne.
Os filhotes morreram de parvovirose, constatou um laudo, e deveriam ter sido incinerados. A polícia cumpriu mandado de busca e apreensão no abrigo, que fica às margens da rodovia Anhanguera, na altura do km 91. "Fomos cumprir um mandato por conta de uma denúncia de maus-tratos. Os animais mortos e o crime ambiental foram surpresas", afirmou a delegada.
Depoimento. Na tarde desta quinta-feira, 15, a polícia ouve pela segunda vez o depoimento do caseiro do abrigo, Luis Eduardo Silva, que afirmou durante a busca no local que a carne encontrada com os animais era velha e seria jogada fora.
O presidente da UPA, Vicente Carvalho e Silva, que cuida da entidade para o deputado e é ex-vereador pelo PV, negou maus-tratos e disse que os animais mortos estavam esperando para serem enviados para cremação.
Segundo ele, os animais estavam há dois dias na geladeira e a carne estragada encontrada seria também mandada junto para incineração.
O deputado acusou motivação política por parte da delegada. "É perseguição política. Ela (delegada) foi candidata à vereadora e todo mundo sabe das pretensões dela de ser candidata a deputada pelo PMDB", afirmou Feliciano, que estranhou a quantidade de viaturas no local. "Foi montado um espetáculo. Parecia que estavam prendendo um traficante."
A delegada afirma que apenas seguiu os procedimentos necessários. "Eu só cumpri meu trabalho. Tenho um inquérito, nove oitivas, um auto de infração, quatro laudos e fotos que comprovam os problemas", rebateu.

Polícia investiga ameaça à família de José Luiz Datena: 'Não tenho medo'

A Polícia Civil de Goiás investiga uma denúncia anônima contra a família do jornalista José Luiz Datena. Segundo o delegado-chefe da Comunicação Social, Norton Luiz Ferreira, a instituição recebeu na noite de terça-feira (13) uma ligação informando que criminosos estariam saindo de São Paulo para matar familiares do apresentador do "Brasil Urgente" que moram em "Abrimos uma sindicância para apurar esse crime de ameça. A denúncia, embora anônima, está sendo tratada com cautela. A Polícia Civil já recomendou à família do Datena a adotar algumas cautelas nos atos diários por questões de segurança até que a investigação seja finalizada", explicou o delegado ao Purepeople.Para a polícia, a ameaça é decorrente do programa apresentado por Datena. "Ele é uma pessoa pública e polêmica. O Datena contraria os interesses dos criminosos". No "Brasil Urgente" de quarta-feira (14), o apresentador comentou a denúncia. Segundo ele, a ameaça aconteceu um dia após o programa destinado à discussão da cachina que, há duas semanas, matou uma família de policiais militares, em São Paulo.
"Em primeiro lugar, eu acho que ameaça é coisa de covarde, vagabundo e sem vergonha. Se foi recado, estou mandando uma banana para quem está me dando recado. Não tenho medo de ameaça, senão não estava aqui nesse programa. Recado e ameaça para mim não adianta nada. Não funciona", disse o pai da modelo Letícia Wiermann, na atração ao vivo.