Em depoimento prestado durante a delação premiada para a Operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, reclamou da postura da presidente afastada Dilma Rousseff.
Ao comentar a possibilidade do governo ajudá-lo durante o processo, Cerveró se queixou da presidente ter atribuído a ele a responsabilidade pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos e disse que Dilma traiu o que considerava ser uma amizade.
“Primeiro que eu conheço a Dilma, e eu fiquei muito cabreiro. Embora eu conheça a intimidade da Dilma com o Delcídio. Se a Dilma gostasse tanto assim de mim, ela não tinha me sacaneado, desculpe a expressão, há um ano, quase dois anos atrás quando fugiu da responsabilidade dizendo que tinha aprovado Pasadena porque eu não tinha dado as informações completas. Quer dizer, ela me jogou no fogo, ignorou a condição de amizade que existia, que eu acreditava que existia, trabalhei junto com ela 15 anos, e preferiu, para livrar, porque estava em época de eleição, tinha de arrumar um Cristo. Então "ah não, eu fui enganada!" mentira! É mentira! Eu tô dizendo isso aqui, isso não tem importância para homologação, Dilma sabia de tudo o tempo todo”.
A equipe do Jornal Hoje procurou a assessoria da presidente afastada Dilma Rousseff, mas não teve retorno até o final da edição desta segunda-feira (6).

