Curiosamente, foi o próprio Lula quem instituiu essa taxa em agosto de 2024. O imposto estabelece 20% para compras de até US$ 50 e 60% para valores superiores, com um abatimento fixo de US$ 20. Essa medida afetou severamente as classes sociais de menor renda: uma pesquisa da Plano CDE revelou que o consumo de importados pelas classes C, D e E diminuiu 35% entre junho de 2024 e abril de 2025, um impacto três vezes maior que o observado nas classes A e B, que registraram queda de 11%.
Uma pesquisa da AtlasIntel e Bloomberg apontou que 62% dos brasileiros consideram a criação do imposto um erro do governo, enquanto apenas 30% a veem como acertada. Diante dessa alta rejeição, o Palácio do Planalto busca reverter a situação, visando as eleições de 2026, transformando a revogação da taxa numa espécie de benefício ao consumidor.