sábado, 18 de julho de 2026

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, publicou uma decisão que suspende todas as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 30 dias e proíbe encontros com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de outubro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, publicou uma decisão que suspende todas as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 30 dias e proíbe encontros com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de outubro. 
A medida foi publicada horas depois de a defesa de Bolsonaro solicitar autorização para que o presidente argentino Javier Milei o visitasse no dia 25 de julho, data da convenção nacional do PL em São Paulo. Na prática, Milei não poderá ver Bolsonaro durante sua passagem pelo Brasil. Apenas advogados, médicos e fisioterapeutas estão autorizados a entrar na residência do ex-presidente em Brasília.
Milei confirmou semanas atrás que participaria da convenção do PL e aproveitaria a viagem para visitar Bolsonaro como demonstração de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. A comitiva prevista incluía o ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno, a secretária-geral da Presidência argentina, Karina Milei, irmã do presidente, e um intérprete. 
A defesa de Bolsonaro enquadrou o encontro como de ‘caráter institucional e diplomático’, argumentando que não representaria risco ao cumprimento das medidas cautelares. Moraes não acatou a sustentação.
Enquanto Milei está impedido de ver Bolsonaro, líderes políticos estrangeiros e nacionais visitaram Lula durante os 580 dias em que ele esteve preso em Curitiba, entre 2018 e 2019, sem que qualquer restrição judicial fosse imposta a esse tipo de visita. O ex-presidente uruguaio José Mujica foi a Curitiba visitar Lula na PF e fez declarações políticas públicas após o encontro. 
Fernando Haddad, então candidato à presidência pelo PT, visitou Lula 21 vezes durante o período eleitoral de 2018, recebendo orientações de campanha que ele mesmo relatou à imprensa. O ex-presidente boliviano Evo Morales também visitou Lula preso. Nenhuma dessas visitas foi barrada judicialmente.

CIA revela que chavismo tinha sistema para fraudar eleições na Venezuela desde 2012

CIA revela que chavismo tinha sistema para fraudar eleições na Venezuela desde 2012
Documentos da Central Intelligence Agency (CIA) revelam que o chavismo mantinha, desde 2012, uma estrutura técnica para manipular resultados eleitorais na Venezuela. O presidente Donald Trump ordenou a divulgação das informações. 
Segundo os documentos, três órgãos do regime bolivariano podiam manipular resultados: a Direção-Geral de Contrainteligência Militar, o Serviço Bolivariano de Inteligência e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). O sistema tinha capacidade para deslocar pelo menos 1,5 milhão de votos em zonas de maior peso chavista.
Trump afirmou que os documentos revelam “uma conspiração específica para favorecer enormemente o corrupto regime da Venezuela”. Os relatórios, no entanto, não comprovam que o esquema tenha sido usado em 2012. Hugo Chávez venceu Henrique Capriles naquele ano, e o opositor aceitou a derrota.