Um levantamento do jornal O Globo, com base nos dados do último censo do IBGE, mostra que a renda média dos brasileiros negros só superou a de brancos na mesma profissão em apenas 16 das 438 ocupações listadas, ou 4% das funções.
O maior grau de desigualdade foi registrado entre os juízes. Apesar dos declarados negros ou pardos representarem cerca de metade da população, entre juízes a proporção é de 13%. Em média, os magistrados negros ganham 14% a menos que seus colegas brancos.
Por outro lado, em profissões com baixas remunerações, como a de pescador, pretos ou pardos representam 72%.
Mesmo assim, a renda média das pessoas com pele clara nessa profissão é maior: R$ 522 para brancos e R$ 337 para pretos e pardos.
Entre as poucas profissões onde negros ganham mais que brancos, estão funções militares, como bombeiros e PMs, além de atletas e esportistas.
Quando o recorte é feito pelo sexo, o número de mulheres ocupando cargos com renda média maior supera o de homens em apenas 49 dos casos, ou 11% do total.
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