domingo, 7 de setembro de 2025
Milhares de trabalhadores estão recusando carteira assinada porque o salário formal não compensa a perda do Bolsa Família e de benefícios vinculados, como descontos em energia e prioridade habitacional
Trabalhadores recusam carteira assinada para não perder Bolsa Família e benefícios sociais.
Nos últimos meses, um fenômeno social e econômico vem chamando atenção no Brasil: trabalhadores estão recusando vagas com carteira assinada por medo de perder o Bolsa Família e os benefícios adicionais atrelados ao programa. Segundo o FDR, o auxílio não se restringe ao pagamento mensal em dinheiro ele também garante descontos na conta de energia, prioridade em programas habitacionais e acesso a políticas de inclusão socialNa prática, o valor líquido somado desses auxílios pode ser superior ao que é pago em empregos formais de baixa remuneração.
Esse dilema atinge especialmente o Nordeste, onde a maioria das vagas de trabalho com carteira assinada é temporária, paga salários baixos e ainda gera custos adicionais com transporte, alimentação e descontos previdenciários Por que a carteira assinada não compensa para muitos
De acordo com o FDR, o Bolsa Família atende hoje mais de 21 milhões de famílias em todo o país, funcionando como uma rede de proteção fundamental.
Para trabalhadores de baixa renda, abrir mão do benefício para assumir um emprego formal pode significar perder estabilidade financeira.
Isso porque o mercado formal disponível para essa parcela da população oferece remunerações baixas e instabilidade contratual, o que não cobre a diferença entre o salário recebido e os auxílios sociais suspensos.
Assim, a informalidade se torna uma estratégia de sobrevivência, permitindo que famílias mantenham o Bolsa Família e complementem sua renda com atividades paralelas.
A armadilha da pobreza
Especialistas consultados pelo FDR alertam que a situação cria uma verdadeira “
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