quinta-feira, 25 de junho de 2026

Uma paralisação tomou conta da fábrica da Midea em Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais

Uma paralisação tomou conta da fábrica da Midea em Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais, na terça-feira (23). Cerca de 1.200 trabalhadores abandonaram os postos depois que um funcionário do setor de qualidade denunciou ter sido agredido fisicamente por um gerente vindo da China — com socos nas costelas e golpes de uma gaxeta, peça de borracha usada como vedação.
A manifestação se concentrou na porta da unidade e foi marcada por indignação generalizada. O Sindicato dos Metalúrgicos de Pouso Alegre afirmou que o episódio foi o estopim para o movimento, que acumula também denúncias de assédio moral e condições de trabalho precárias.
A tesoureira do sindicato, Cristiane Aparecida dos Santos, foi direta ao classificar o ocorrido como lesão corporal e foi além, fazendo uma comparação histórica pesada. “Um trabalhador que saiu de casa de manhã para vir trabalhar, ganhar o seu pão de cada dia, foi covardemente chicoteado nas costas. Infelizmente, num período muito vergonhoso para a história do nosso Brasil, a gente sabe que os trabalhadores escravizados eram chicoteados para que produzissem”, afirmou.
A Midea não se pronunciou até o momento. A empresa, de origem chinesa, opera a unidade de Pouso Alegre como uma das principais plantas industriais do setor de eletrodomésticos no Brasil.
Se tem alguém que merece os parabéns por tudo isso, é o presidente Lula. Foi ele quem abriu — e escancarou — as portas do Brasil para as empresas chinesas, e agora os trabalhadores brasileiros estão aprendendo na pele o que é ser tratado como escravo. Enquanto empresas brasileiras fogem do país sufocadas pela carga tributária e pelo ambiente hostil aos negócios, chegam cada vez mais exploradores dispostos a bater, humilhar e subjugar o trabalhador nacional. O gerente chinês que levantou a mão contra um operário em Minas Gerais não é um caso isolado — é o retrato de uma política que coloca tapete vermelho para o capital estrangeiro e deixa o trabalhador brasileiro sem proteção, sem dignidade e, aparentemente, sem ninguém no governo disposto a defendê-lo.