A manifestação se concentrou na porta da unidade e foi marcada por indignação generalizada. O Sindicato dos Metalúrgicos de Pouso Alegre afirmou que o episódio foi o estopim para o movimento, que acumula também denúncias de assédio moral e condições de trabalho precárias.
A tesoureira do sindicato, Cristiane Aparecida dos Santos, foi direta ao classificar o ocorrido como lesão corporal e foi além, fazendo uma comparação histórica pesada. “Um trabalhador que saiu de casa de manhã para vir trabalhar, ganhar o seu pão de cada dia, foi covardemente chicoteado nas costas. Infelizmente, num período muito vergonhoso para a história do nosso Brasil, a gente sabe que os trabalhadores escravizados eram chicoteados para que produzissem”, afirmou.
A Midea não se pronunciou até o momento. A empresa, de origem chinesa, opera a unidade de Pouso Alegre como uma das principais plantas industriais do setor de eletrodomésticos no Brasil.
Se tem alguém que merece os parabéns por tudo isso, é o presidente Lula. Foi ele quem abriu — e escancarou — as portas do Brasil para as empresas chinesas, e agora os trabalhadores brasileiros estão aprendendo na pele o que é ser tratado como escravo. Enquanto empresas brasileiras fogem do país sufocadas pela carga tributária e pelo ambiente hostil aos negócios, chegam cada vez mais exploradores dispostos a bater, humilhar e subjugar o trabalhador nacional. O gerente chinês que levantou a mão contra um operário em Minas Gerais não é um caso isolado — é o retrato de uma política que coloca tapete vermelho para o capital estrangeiro e deixa o trabalhador brasileiro sem proteção, sem dignidade e, aparentemente, sem ninguém no governo disposto a defendê-lo.
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