No ambiente profissional, o excesso de tarefas serve muitas vezes como um mecanismo de defesa contra sentimentos de insegurança ou insuficiência pessoal. Ao se tornar indispensável, o trabalhador busca uma validação externa que preencha lacunas de sua própria autoestima fora do escritório. O excesso de labor funciona então como uma armadura emocional contra vulnerabilidades que permanecem ocultas. Além disso, o foco absoluto no desempenho impede que o indivíduo lide com questões íntimas que exigem tempo e reflexão profunda e calma. A correria desenfreada atua como uma distração eficiente, permitindo que dores existenciais sejam ignoradas em favor de metas e indicadores de desempenho. A ocupação constante é, em muitos casos, uma fuga deliberada da própria realidade atual.
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